
Edição 033 - A transição não é ideológica: é hidrogênio, nuclear e biometano
O que você verá nesta edição:
O primeiro carro a hidrogênio do Brasil, usando motor a combustão adaptado
O retorno da energia nuclear como fonte firme para a descarbonização nos EUA
A rápida expansão do biometano no agro como rota competitiva de energia limpa
Os desafios logísticos do hidrogênio verde que podem definir vencedores na Europa
As apostas pragmáticas das empresas em híbridos, B100 e hidrogênio
Quando política, clima e mercado colocam à prova a transição energética
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FIAT SIENA É O 1º CARRO A HIDROGÊNIO DO
BRASIL E MANTÉM MOTOR FIRE ORIGINAL
A Quatro Rodas noticiou recentemente que a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desenvolveu o primeiro carro movido a hidrogênio do Brasil, adaptando um Fiat Siena com motor Fire 1.0 original. O projeto utiliza um sistema de injeção de hidrogênio gasoso diretamente no motor a combustão, sem o uso de célula de combustível, reduzindo custos. O veículo mantém a capacidade de operar com gasolina ou etanol, tornando-se um modelo tri-combustível. 🔗 Leia a matéria completa em Quatro Rodas
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A adaptação de motores a combustão para hidrogênio representa uma rota de baixo custo e transição acelerada, aproveitando a infraestrutura industrial existente. Ainda é um demonstrador simples, mas já apresenta potencial. O desafio está na produção e distribuição de hidrogênio verde em escala para viabilizar o conceito. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram
NOVO CICLO DA ENERGIA NUCLEAR AVANÇA NOS EUA,
MAS AINDA ENFRENTA INCERTEZAS
Segundo a Folha de S.Paulo, os Estados Unidos vivem um renascimento da energia nuclear, impulsionado por políticas de descarbonização e pela busca por segurança energética. Após anos de estagnação, novos reatores entraram em operação, como a usina de Vogtle, na Geórgia. Ainda assim, o setor enfrenta altos custos, longos prazos de construção e desafios relacionados à gestão de resíduos radioativos. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A energia nuclear é uma fonte de geração firme, despachável e livre de carbono, essencial para sustentar sistemas elétricos com alta participação de fontes intermitentes. O avanço dos pequenos reatores modulares (SMRs) pode mitigar problemas de custo e prazo.
CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DE
BIOMETANO DOBRA NO AGRO
De acordo com a Globo Rural, o setor agropecuário brasileiro dobrou sua capacidade de produção de biometano, combustível renovável gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos. O avanço é impulsionado pela monetização de dejetos e pela busca por fontes de energia limpa. O biometano pode substituir gás natural, diesel e GLP em diversas aplicações. 🔗 Leia a matéria completa em Globo Rural
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O biometano é um caso clássico de economia circular, convertendo passivos ambientais em ativos energéticos. No Brasil, seu potencial de escala é enorme e oferece uma rota imediata de descarbonização do transporte pesado e das operações agrícolas. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram
STUDY MAPS BEST ROUTES FOR TRANSPORTING
EU RENEWABLE HYDROGEN
A Innovation News Network publicou que pesquisadores europeus mapearam as rotas mais eficientes para o transporte de hidrogênio renovável na União Europeia. O estudo indica que gasodutos são mais eficientes para distâncias de até 1.500 km, enquanto o transporte marítimo na forma de amônia líquida se torna mais competitivo em trajetos mais longos. 🔗 Leia a matéria completa em Innovation News Network
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A logística é um gargalo crítico para a economia do hidrogênio. O futuro será multimodal, combinando gasodutos, rotas marítimas e integração com redes de gás natural e biometano. Quem dominar essa infraestrutura dominará os corredores energéticos. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram
AVANÇO DAS USINAS DE ETANOL DE
MILHO FOMENTA CULTIVO DE SORGO
A Globo Rural destacou que a expansão das usinas de etanol de milho no Brasil está impulsionando o cultivo de sorgo como cultura de safrinha. O grão é utilizado como biomassa energética nas usinas, substituindo o eucalipto, além de poder ser matéria-prima para etanol e gerar subprodutos usados na nutrição animal. 🔗 Leia a matéria completa em Globo Rural
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A integração entre etanol de milho, sorgo e pecuária demonstra o grau de maturidade da bioeconomia brasileira. O modelo otimiza uso da terra, aumenta eficiência energética e cria uma rota de descarbonização economicamente robusta e escalável.

CHINESA GWM PREPARA CHEGADA
AOS EUA COM MOTOR V8 HÍBRIDO E NOVA MARCA
A Folha de S.Paulo publicou que a montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) planeja entrar no mercado norte-americano com uma nova marca voltada a picapes e SUVs de luxo. A estratégia inclui o desenvolvimento de um motor V8 híbrido plug-in, combinando alta performance com maior eficiência energética, mirando um segmento tradicionalmente dominado por fabricantes locais. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A estratégia da GWM revela uma abordagem pragmática de transição: hibridizar segmentos de alta margem e altas emissões. Em vez de apostar exclusivamente em elétricos, a empresa busca reduzir emissões mantendo apelo de mercado. Isso mostra que a descarbonização também avança por ganhos incrementais relevantes em categorias tradicionalmente intensivas em combustível. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram
JCB TRAZ MODELO A HIDROGÊNIO
PARA TESTAR MERCADO BRASILEIRO
Segundo o Valor Econômico, a JCB está trazendo ao Brasil uma retroescavadeira movida a hidrogênio para testes e demonstrações. O equipamento utiliza um motor a combustão interna adaptado para queimar hidrogênio, alternativa às células de combustível. O objetivo é avaliar a viabilidade técnica e a aceitação da tecnologia no mercado brasileiro. 🔗 Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A escolha da JCB por motores a combustão a hidrogênio para máquinas pesadas é estratégica: reduz custo inicial e aumenta robustez frente às células de combustível. Testar no Brasil faz sentido diante do potencial nacional de produção de hidrogênio verde. O fator decisivo será o equilíbrio entre logística do combustível e demanda por autonomia operacional.
VW CAMINHÕES E ÔNIBUS AVANÇA
COM TESTES EM CAMPO DE B100
A AutoData noticiou que a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) está realizando testes avançados com caminhões movidos a biodiesel 100% (B100). As avaliações em campo, feitas em parceria com a Amaggi, buscam validar desempenho e durabilidade dos motores em condições reais do agronegócio. O B100 surge como alternativa imediata de descarbonização para o transporte pesado. 🔗 Leia a matéria completa em AutoData
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O B100 representa uma rota “drop-in” de descarbonização, com baixo investimento em infraestrutura. O principal desafio está no gerenciamento do combustível, que possui menor estabilidade e validade. Qualidade, armazenamento e logística definirão a viabilidade dessa solução em larga escala. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram
CORTEVA E BP LANÇAM JOINT VENTURE
VOLTADA A BIOCOMBUSTÍVEIS
A Revista Cultivar informou que a Corteva Agriscience e a bp anunciaram uma joint venture para produzir e comercializar o chamado “sorgo óleo”, desenvolvido pela Corteva. O óleo extraído do grão será usado como matéria-prima para biocombustíveis avançados, como diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF). 🔗 Leia a matéria completa em Revista Cultivar
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A parceria é um exemplo claro de integração vertical na bioenergia, conectando genética agrícola a combustíveis avançados. O ponto crítico será entender o potencial real de escala agrícola e a viabilidade econômica frente a outras rotas de SAF e diesel renovável.
AMERICAN ELECTRIC POWER ASSINA US$ 2,65 BILHÕES
COM A STARTUP ALSYM ENERGY
A Reuters publicou que a American Electric Power (AEP) assinou um contrato de US$ 2,65 bilhões com a startup Alsym Energy para fornecimento de baterias não inflamáveis, sem uso de lítio ou cobalto. As soluções serão destinadas ao armazenamento de energia em larga escala, apoiando a estabilidade da rede elétrica e a integração de fontes renováveis intermitentes. 🔗 Leia a matéria completa em Reuters
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O investimento sinaliza uma estratégia clara de mitigação de riscos geopolíticos e de suprimento de minerais críticos. Tecnologias alternativas ao lítio ganham relevância à medida que o armazenamento se torna peça central da transição energética. A flexibilidade futura para integração com hidrogênio também amplia o valor estratégico da aposta.
UBER APRESENTA ROBOTÁXI
DESENVOLVIDO COM LUCID E NURO
A Fast Company Brasil divulgou que o Uber revelou um novo modelo de robotáxi desenvolvido em parceria com a Lucid e a Nuro. O veículo foi projetado especificamente para transporte autônomo de passageiros, com foco em eficiência, eletrificação e otimização do espaço interno. A iniciativa integra a visão de longo prazo do Uber para reduzir custos operacionais. 🔗 Leia a matéria completa em Fast Company Brasil
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A convergência entre eletrificação, autonomia e compartilhamento (EAC) pode redefinir a mobilidade urbana. A eliminação do motorista reduz custos por quilômetro e pode acelerar a substituição do veículo particular, com impactos diretos na redução de emissões e no uso do espaço urbano.
CATERPILLAR INVESTE EM ASSISTENTE
DE IA E MÁQUINAS AUTÔNOMAS
O Valor Econômico noticiou que a Caterpillar está ampliando seus investimentos em digitalização, incluindo assistentes de inteligência artificial para operadores e máquinas autônomas. O objetivo é aumentar produtividade, segurança e eficiência em mineração e construção, reduzindo consumo de combustível e tempo ocioso. 🔗 Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Digitalização e automação são alavancas indiretas, porém poderosas, da descarbonização. A otimização operacional reduz consumo de diesel em escala global e cria novas oportunidades de serviços digitais para clientes, ampliando o impacto econômico da eficiência energética.
POR QUE A FORD DECIDIU DOBRAR
A APOSTA NOS CARROS HÍBRIDOS
A Fast Company Brasil publicou que a Ford decidiu dobrar sua produção de veículos híbridos diante de uma demanda acima do esperado e da adoção mais lenta dos elétricos puros. A montadora vê os híbridos como tecnologia-chave para reduzir emissões sem gerar ansiedade de autonomia nos consumidores. 🔗 Leia a matéria completa em Fast Company Brasil
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A decisão da Ford reflete realismo de mercado: a transição não será linear. A ideia de que híbridos são apenas “ponte tecnológica” é limitada. Quando combinados com combustíveis sustentáveis, podem atingir níveis de descarbonização iguais ou até superiores aos veículos elétricos puros.

PLANO DE RECICLAGEM DA UE SAI PELA CULATRA
COM DISPUTA DE CHINESES POR SUCATA DE ALUMÍNIO
A Folha de S.Paulo noticiou recentemente que o plano da União Europeia para estimular a reciclagem e a economia circular enfrenta um efeito colateral inesperado: a forte demanda da China por sucata de alumínio. A competição internacional elevou os preços do material e incentivou a exportação da sucata, em vez de seu reaproveitamento dentro da própria Europa, enfraquecendo a estratégia de redução do alumínio primário, altamente intensivo em energia. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O caso evidencia a complexidade da transição energética em um mercado globalizado. Políticas ambientais desconectadas de estratégias industriais e comerciais podem gerar efeitos adversos. A disputa pela sucata mostra que a descarbonização também é uma corrida por recursos, exigindo coordenação entre política climática, comércio exterior e segurança de suprimentos.
AÇÃO CONTRA MUDANÇAS CLIMÁTICAS ENFRENTARÁ
TESTES CRUCIAIS EM 2026; VEJA LISTA DE DESAFIOS
Segundo a Folha de S.Paulo, 2026 será um ano decisivo para a agenda climática global. Entre os principais desafios estão a implementação dos compromissos assumidos nas COPs, o financiamento da transição em países em desenvolvimento, eleições em grandes economias e a pressão para acelerar a redução do uso de combustíveis fósseis. O cenário coloca em xeque a viabilidade de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
A instabilidade política e econômica amplia a incerteza regulatória global. Para empresas, a lição é clara: estratégias de descarbonização precisam ser economicamente robustas por si só, sem dependência excessiva de subsídios ou mandatos voláteis. Eficiência, competitividade e retorno financeiro passam a ser fatores-chave de resiliência.
PETRÓLEO DA VENEZUELA VAI
TURBINAR A CRISE DO CLIMA
A Folha de S.Paulo publicou que a flexibilização das sanções dos Estados Unidos à Venezuela pode impulsionar significativamente a produção e exportação de petróleo do país. Trata-se majoritariamente de petróleo pesado e extrapesado, cuja extração e refino apresentam intensidade de emissões muito superior à de óleos leves, ampliando o impacto climático global. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O episódio ilustra o choque direto entre geopolítica, segurança energética e metas climáticas. A estabilização de preços no curto prazo ocorre às custas de maior intensidade de carbono. Isso reforça a necessidade de políticas que diferenciem combustíveis fósseis pela sua pegada de carbono ao longo de todo o ciclo de vida, e não apenas pelo volume produzido.
RELATÓRIO SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
COLOCA BRASIL EM POSIÇÃO INTERMEDIÁRIA
De acordo com o Valor Econômico, um relatório do Fórum Econômico Mundial posicionou o Brasil em nível intermediário na transição energética global. Apesar da matriz elétrica majoritariamente renovável, o país perde pontos em ambiente regulatório, infraestrutura e inovação, o que limita sua capacidade de converter potencial em liderança efetiva. 🔗 Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O diagnóstico é um alerta estratégico: recursos naturais não garantem protagonismo. Estabilidade regulatória, infraestrutura moderna e políticas industriais claras são os verdadeiros habilitadores da transição. O relatório também ignora o papel estratégico da biomassa, cuja restrição regulatória limita a atuação do Brasil como fornecedor global de soluções competitivas de descarbonização.
POR QUE CALOR EXTREMO DE JANEIRO NO
BRASIL É “ANORMAL” E “PREOCUPANTE”
A BBC News Brasil destacou que a onda de calor extremo registrada em janeiro no país foi classificada por especialistas como anormal e preocupante, com forte influência das mudanças climáticas. A combinação de altas temperaturas e umidade eleva riscos à saúde pública e evidencia a vulnerabilidade do Brasil a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. 🔗 Leia a matéria completa em BBC News Brasil
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Eventos extremos tendem a ser normalizados pela população, o que dificulta a mobilização social e política. O desafio está em transformar percepção em ação. Medidas de adaptação e resiliência climática nas cidades passam a ser tão estratégicas quanto ações de mitigação de emissões.
MERCADO DE VEÍCULOS USADOS BATE NOVO RECORDE
A AutoData informou que o mercado brasileiro de veículos usados atingiu novo recorde de vendas, impulsionado pelos altos preços dos carros novos e pelas condições econômicas. O fenômeno aumenta a idade média da frota circulante, com impactos diretos sobre eficiência energética e emissões. 🔗 Leia a matéria completa em AutoData
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O crescimento do mercado de usados é um entrave estrutural à descarbonização do transporte. A ausência de políticas como inspeção veicular periódica e tributação progressiva por idade do veículo desestimula a renovação da frota. Sem instrumentos econômicos claros, ganhos tecnológicos demoram a se refletir em redução efetiva de emissões.

CAPITALIZAÇÃO VAI LIBERAR MAIS R$ 9 BILHÕES EM CRÉDITO
PARA PROJETOS DE INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA PELA FINEP
O Valor Econômico publicou que a capitalização da Finep permitirá a liberação de mais de R$ 9 bilhões em crédito para projetos de inovação industrial. Os recursos serão direcionados a áreas estratégicas como descarbonização, transformação digital e bioeconomia, com o objetivo de elevar a competitividade da indústria nacional por meio de desenvolvimento tecnológico e modernização de processos. 🔗 Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O reforço de capital da Finep é um instrumento-chave de fomento à inovação no Brasil. Financiamento público de risco é essencial para destravar projetos de descarbonização ainda em fase pré-comercial, ajudando a atravessar o “vale da morte” tecnológico. O direcionamento para bioeconomia e digitalização está alinhado às vantagens competitivas do país. Alianças empresariais e projetos em escala de cadeia produtiva serão determinantes para maximizar o impacto desses recursos.
PREFEITURA TEM RECORDE DE GASTOS
COM SUBSÍDIO PARA EMPRESAS DE ÔNIBUS
De acordo com O Estado de S. Paulo, a Prefeitura de São Paulo registrou um gasto recorde com subsídios ao sistema de transporte público por ônibus. Os recursos cobrem a diferença entre o custo operacional e a arrecadação tarifária, evitando aumentos de passagem. O avanço dos custos, especialmente combustíveis e renovação da frota com veículos elétricos, tem pressionado o orçamento municipal. 🔗 Leia a matéria completa em O Estado de S. Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Subsídios ao transporte público são essenciais, mas expõem um desafio estrutural da transição energética urbana. Cerca de metade das cidades brasileiras sequer possui transporte público por falta de capacidade fiscal. A descarbonização da mobilidade precisa ser planejada para não gerar uma trajetória contínua de aumento de subsídios, competindo com outras prioridades sociais. Novos modelos tecnológicos e de negócio serão fundamentais para ganhar escala, reduzir custos operacionais e viabilizar uma transição justa.


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