Tabuleiro de xadrez escuro com peças representando torre de energia, bateria, chip de IA, mineral bruto e carro elétrico, simbolizando a disputa estratégica global por energia, tecnologia e minerais críticos.

Edição 040 - Ações de descarbonização começam a influenciar de bônus de executivos à cadeia de suprimentos

March 03, 202610 min read

O que você verá nesta edição:

  • O gargalo do SAF e o risco de descasamento entre regulação e capacidade industrial

  • Baterias que prometem 40 anos de vida útil — e o desafio real de custo e escala

  • Recalls e alertas de segurança que pressionam a confiança na eletrificação

  • A aposta da Vale no cobre como ativo estratégico da transição energética

  • O ajuste pragmático no ESG corporativo e a revisão de métricas ligadas ao P&L

  • Tributação, tarifas e decisões geopolíticas que redefinem CAPEX e competitividade


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DAVOS EXPÔS A DISPUTA REAL POR IA,
MINERAIS E CARROS ELÉTRICOS

Davos deixou um recado inequívoco: energia virou o tabuleiro central da economia global. Inteligência artificial, minerais críticos e mobilidade elétrica não são mais tendências isoladas — são peças da mesma disputa por competitividade, escala e segurança estratégica.

Neste vídeo, analiso os principais pontos do Fórum Econômico Mundial e mostro onde estão os riscos estruturais, as oportunidades industriais e o que isso significa para o Brasil.

👇 Assista ao vídeo completo e entenda o que realmente está em jogo.

E, se quiser acompanhar análises estratégicas sobre energia, geopolítica e inovação, inscreva-se no canal e ative o sininho.

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PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEL LIMPO DE AVIAÇÃO (SAF) AVANÇA LENTAMENTE

A Folha de S.Paulo noticiou recentemente que a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) não está acompanhando o ritmo das exigências regulatórias globais. O setor aéreo enfrenta dificuldades para escalar biorrefinarias e garantir oferta suficiente para cumprir metas legais de descarbonização.

O descompasso entre ambição regulatória e capacidade industrial cria um hiato crítico para companhias aéreas e investidores. 🔗Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Há risco concreto de limitação operacional por falta de combustível verde. Para Board, a recomendação é priorizar contratos de longo prazo (Offtake Agreements) e, quando aplicável, participação direta em infraestrutura produtiva para mitigar volatilidade futura. A incerteza regulatória adiciona risco de CAPEX mal alocado.


BATERIAS DA TOYOTA PROJETADAS PARA DURAR 40 ANOS

O InsideEVs publicou que a Toyota anunciou baterias com vida útil projetada de até quatro décadas, com foco na tecnologia de estado sólido e na durabilidade extrema do ativo. A promessa mira reduzir a desconfiança sobre degradação precoce e melhorar a sustentabilidade do ciclo de vida de componentes eletrônicos.🔗Leia a matéria completa em InsideEVs

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

É preciso cautela com a narrativa de “revolução inevitável”. Estado sólido tem benefícios relevantes, mas o principal limitador é custo e a validação em campo de possíveis modos de falha ainda desconhecidos. Em alto volume, a adoção tende a ocorrer em passos graduais. Se a tecnologia estabilizar custo e confiabilidade, pode ser diferencial competitivo inclusive para veículos pesados. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram


FORD PROJETA ELÉTRICO DE US$ 30 MIL

A Fast Company Brasil publicou que a Ford trabalha para viabilizar um veículo elétrico na faixa de US$ 30 mil. O objetivo é equilibrar acessibilidade com eficiência operacional para competir em segmentos de alto volume, começando por reduzir e otimizar o tamanho das baterias. 🔗Leia a matéria completa em Fast Company Brasil

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

O pano de fundo é a pressão competitiva das montadoras chinesas. A estratégia, porém, não pode ser apenas “competir no mesmo campo”. Híbridos e rotas alternativas podem entregar melhor custo total e compatibilidade com infraestrutura existente. O desafio é construir uma proposta economicamente superior, não apenas tecnologicamente “alinhada”.


O DEBATE SOBRE A QUEIMA DE RESÍDUOS E SUSTENTABILIDADE

A Folha de S.Paulo publicou artigo discutindo a controvérsia sobre incineração de resíduos para geração de energia e as tensões entre solução de descarte imediato e princípios de economia circular. O texto levanta o debate sobre riscos de favorecer a queima em detrimento da reciclagem. 🔗Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Incineração pode ter lógica econômica e resolver passivos de destinação, mas carrega risco reputacional e debate ESG sensível. A reciclagem tende a gerar maior impacto de descarbonização, desde que exista rota economicamente viável. Incentivos ou regulações que elevem excessivamente o custo total podem travar soluções e reduzir competitividade. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram


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VALE PROJETA DOBRAR PRODUÇÃO DE COBRE ATÉ 2035

O Valor Econômico noticiou recentemente que a Vale pretende dobrar sua produção de cobre até 2035, posicionando o metal como ativo estratégico da eletrificação global. A mineradora busca capturar valor ao se consolidar como fornecedora essencial para infraestrutura de baixo carbono.

O movimento reforça o cobre como insumo crítico para redes elétricas, veículos elétricos e armazenamento. 🔗Leia a matéria completa em Valor Econômico

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

O cobre é o mineral estratégico por excelência da transição. Entretanto, capturar valor exige mais do que extração: processamento local agrega margem, reduz dependência externa e minimiza passivos ambientais. O Board deve observar integração vertical como instrumento de competitividade estrutural.


VOLVO REALIZA RECALL DE 40 MIL SUVS ELÉTRICOS POR RISCO DE INCÊNDIO

A Folha de S.Paulo publicou que a Volvo anunciou recall de 40 mil SUVs elétricos devido a falhas em baterias com risco de incêndio. O episódio expõe desafios técnicos persistentes na corrida acelerada pela eletrificação.

O caso pressiona a confiança do consumidor e amplia o escrutínio regulatório sobre segurança. 🔗Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Em tecnologias emergentes, maturidade de segurança ainda é alvo móvel. A velocidade e transparência na gestão do recall tornam-se determinantes para preservar valor de marca. Para o Board, gestão de risco técnico é tão estratégica quanto inovação.


JEEP ALERTA PROPRIETÁRIOS DE HÍBRIDOS SOBRE RISCOS DE CARREGAMENTO

O Terra noticiou que a Jeep orientou proprietários de determinados modelos híbridos a evitarem o carregamento das baterias devido a risco potencial de incêndio. A medida impacta a percepção de conveniência dos veículos eletrificados.

O alerta amplia a discussão sobre confiabilidade de sistemas PHEV. 🔗Leia a matéria completa em Terra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Assim como no caso da Volvo, a questão não é apenas técnica, mas reputacional. A confiança do consumidor define velocidade de adoção. A gestão da crise será decisiva para manter competitividade comercial em um mercado ainda sensível.


GRUPO SADA INVESTE EM CENTRO DE RECICLAGEM DE VEÍCULOS

A Automotive Business publicou que o Grupo Sada lançou um centro dedicado à reciclagem veicular no Brasil, estruturando a logística reversa de componentes automotivos.

O projeto visa recuperar metais e materiais estratégicos, reforçando a economia circular no setor. 🔗Leia a matéria completa em Automotive Business

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A iniciativa antecipa exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Além da conformidade, cria nova fonte de receita por meio de materiais recuperados e créditos de circularidade. A reciclagem reduz dependência de mineração virgem e fortalece resiliência da cadeia.


APPLE REMOVE METAS ESG DA REMUNERAÇÃO DE EXECUTIVOS

O InvestNews publicou que a Apple retirou metas ESG da remuneração variável de seus principais executivos, em movimento que sinaliza revisão de indicadores ambientais genéricos.

A decisão ocorre em meio a um ajuste global na forma como desempenho sustentável é medido e integrado ao resultado financeiro. 🔗Leia a matéria completa em InvestNews

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Não se trata de abandono da agenda climática, mas de amadurecimento. A substituição de métricas amplas por KPIs técnicos vinculados ao P&L reduz risco de greenwashing e aumenta governança. Para o Board, descarbonização deve ser tratada como variável operacional e financeira.


EMPRESAS CHINESAS SE PREPARAM PARA LEILÃO DE BATERIAS NO BRASIL

A Folha de S.Paulo noticiou que fabricantes chinesas estão se posicionando para participar de leilões de sistemas de armazenamento de energia (BESS) no Brasil.

O movimento reforça o potencial do país para expandir infraestrutura de baterias em larga escala. 🔗Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A entrada de players chineses pode reduzir custo e acelerar implantação de armazenamento, condição essencial para ampliar participação de renováveis intermitentes. Contudo, dependência tecnológica externa exige estratégia industrial clara para preservar competitividade nacional.

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GOVERNO REVOGA CONCESSÃO DE HIDROVIAS NA AMAZÔNIA APÓS PRESSÃO INDÍGENA

O G1 noticiou recentemente que o governo revogou decretos que previam a concessão de hidrovias na Amazônia após pressão de comunidades indígenas. A decisão expõe a complexidade de implementar infraestrutura logística de baixo carbono em regiões ambiental e socialmente sensíveis.

O episódio evidencia o peso crescente da licença social sobre cronogramas de investimento. 🔗Leia a matéria completa em G1

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Eficiência técnica não é suficiente sem governança social robusta. Projetos logísticos estratégicos precisam incorporar o pilar social desde a fase de pré-viabilidade. Judicialização e paralisações destroem cronogramas de CAPEX e comprometem a competitividade da matriz logística brasileira.


CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE COMBUSTÍVEIS ATINGE R$ 210 BILHÕES

O Valor Econômico publicou que os tributos sobre combustíveis somaram R$ 210 bilhões, evidenciando a forte dependência fiscal do Estado brasileiro sobre o setor energético.

A estrutura tributária impacta diretamente a competitividade do transporte e o custo final ao consumidor. 🔗Leia a matéria completa em Valor Econômico

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A atual configuração não diferencia adequadamente fontes por intensidade de carbono. Uma reforma que preserve estabilidade fiscal, mas estimule biocombustíveis e eletrificação, é essencial. Alterações abruptas podem gerar pressão inflacionária e distorções competitivas sem ganho ambiental proporcional.


TARIFAS DE TRUMP SOBRE IMPORTAÇÃO AFETAM SETOR SOLAR

O Canal Solar noticiou que novas tarifas sobre painéis solares importados, no contexto da política protecionista norte-americana, elevam o custo de projetos fotovoltaicos.

A medida busca proteger a indústria local, mas encarece a expansão da geração solar. 🔗Leia a matéria completa em Canal Solar

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Protecionismo geoeconômico posterga a promessa de energia limpa mais barata. Como a transição é intensiva em CAPEX, qualquer encarecimento estrutural impacta viabilidade de projetos. Estratégias industriais precisam considerar não apenas incentivos temporários, mas sustentabilidade econômica de longo prazo.


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RECURSOS DO SENAI PARA O PROGRAMA MOVER SOMAM R$ 1,3 BILHÃO ATÉ 2029

A AutoData noticiou recentemente que o SENAI disponibilizará R$ 1,3 bilhão até 2029 no âmbito do programa Mover, voltado ao fortalecimento da inovação na indústria automotiva brasileira. O objetivo é financiar o desenvolvimento de tecnologias de mobilidade sustentável e modernizar a base industrial nacional.

O programa conecta política industrial, descarbonização e competitividade tecnológica. 🔗Leia a matéria completa em AutoData

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

O fomento é estratégico para nacionalizar competências em eletrificação, híbridos e tecnologias de baixo carbono. Para o Board, a recomendação é utilizar esses recursos para reduzir dependência tecnológica externa e proteger margens em um cenário de competição global crescente.


ESCASSEZ DE TERRAS RARAS AMEAÇA SETORES AEROESPACIAL E DE TECNOLOGIA

A Reuters publicou que a escassez de terras raras continua afetando cadeias produtivas nos setores aeroespacial e de tecnologia, apesar de tréguas comerciais recentes. A dependência de poucos fornecedores mantém vulnerabilidades críticas para semicondutores e ímãs permanentes.

O alerta reforça o caráter geopolítico dos minerais estratégicos. 🔗Leia a matéria completa em Reuters

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A escassez de terras raras é um dos maiores riscos estruturais da transição energética. Sem acesso estável a esses insumos, eletrificação e digitalização tornam-se vulneráveis. O Brasil precisa acelerar políticas de mineração estratégica e reciclagem (“mineração urbana”) para garantir resiliência na cadeia de tecnologia limpa. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram


PARA LEVAR ADIANTE:

A transição energética entrou definitivamente na agenda estratégica das empresas. Segurança de suprimento, maturidade tecnológica, riscos reputacionais e estrutura tributária já impactam diretamente CAPEX, valuation e posicionamento competitivo.

Não se trata mais de aderir a compromissos ambientais, mas de garantir resiliência industrial em um cenário de incerteza geopolítica e pressão regulatória crescente.

A pergunta que fica é: sua organização está tratando descarbonização como iniciativa de sustentabilidade — ou como variável central de estratégia e gestão de risco?

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. 

Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. 

Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

André Ferrarese

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

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