Carro elétrico plugado a um ponto de recarga em área urbana, representando a eletrificação da mobilidade, a integração com biocombustíveis e o avanço da transição energética no Brasil.

Edição 026 - Brasil acelera: etanol 2G, superbaterias e nova diplomacia verde

November 11, 202510 min read

O que você verá nesta edição:

  • Fertilizante da Amazônia: projeto quer reduzir a dependência brasileira da Rússia e fortalecer a soberania agrícola.

  • Etanol 2G: nova enzima promete baratear e acelerar a produção do biocombustível do futuro.

  • SP e os mil ônibus elétricos: capital aposta em superbaterias e infraestrutura de recarga.

  • Volkswagen e os híbridos-flex: montadora prepara carros populares eletrificados a partir de 2026.

  • Itália e biocombustíveis: ofensiva diplomática abre caminho para o etanol brasileiro na Europa.

  • Bloomberg e MethaneSAT: filantropia e tecnologia se unem para cortar emissões de metano globalmente.

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FERTILIZANTE DA AMAZÔNIA: A ‘ARMA’ DO BRASIL
PARA DIMINUIR A DEPENDÊNCIA DA RÚSSIA

Segundo o InvestNews (via The Wall Street Journal), o Brasil aposta na exploração de silvinita, um mineral rico em potássio encontrado na Amazônia, para reduzir sua forte dependência de fertilizantes importados — especialmente da Rússia. O projeto busca fortalecer a soberania nacional na produção de insumos agrícolas e mitigar riscos geopolíticos que afetam o agronegócio. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O principal risco competitivo não é tecnológico, mas de license to operate. Um deslize socioambiental pode comprometer a reputação do agronegócio brasileiro e neutralizar ganhos logísticos e de soberania. Modelos de mineração de alto cuidado combinados a sistemas de reciclagem de nutrientes são essenciais para garantir acesso a novos minerais críticos e preservar a competitividade. 🎥 Vídeo no Canal


ENZIMA PODE IMPULSIONAR PRODUÇÃO
DE ETANOL DE 2ª GERAÇÃO

De acordo com o Valor Econômico, pesquisadores desenvolveram um novo coquetel enzimático capaz de baratear e acelerar a produção de etanol de segunda geração (2G), obtido do bagaço e da palha da cana. A tecnologia promete ampliar o rendimento da conversão de biomassa e tornar o etanol celulósico mais competitivo no mercado energético. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Os biocombustíveis são a rota mais competitiva para uma descarbonização rápida, mas enfrentam desafios econômicos relevantes. Tecnologias como essa, uma vez viabilizadas, podem expandir oportunidades além da cadeia da cana e posicionar o Brasil como referência global em biotecnologia energética. 🎥 Vídeo no Canal


DO LABORATÓRIO AO PASTO: AGRO FOCA
NO ‘ARROTO DO BOI’ PARA SER MAIS SUSTENTÁVEL

O Valor Econômico publicou que cientistas e empresas estão acelerando pesquisas para reduzir as emissões de metano entérico da pecuária — o chamado “arroto do boi”. As soluções incluem aditivos na ração, melhoramento genético e manejo de pastagens, buscando uma pecuária mais sustentável e competitiva internacionalmente. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Reduzir o metano da pecuária é crucial para cumprir as metas climáticas brasileiras e manter a competitividade das exportações agropecuárias. A combinação de pesquisa e confinamento com controle de dieta também pode liberar áreas agrícolas para bioenergia, gerando ganhos ambientais e econômicos.


SISTEMA ACELERA EM DEZ VEZES
DETECÇÃO GLOBAL DE METANO

Segundo o Valor Econômico, o novo sistema de satélite MethaneSAT promete detectar emissões de metano em todo o mundo com dez vezes mais rapidez e precisão do que as tecnologias atuais. A plataforma oferecerá dados públicos e de alta resolução, aumentando a transparência e a pressão sobre grandes emissores, especialmente do setor de óleo e gás. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

As emissões fugitivas de metano são uma das maiores fontes de gases de efeito estufa do setor energético. Iniciativas como o MethaneSAT permitem mitigação mais rápida e mensurável do que ações voltadas apenas ao CO₂, trazendo resultados ambientais tangíveis em menor prazo. 🎥 Vídeo no Canal

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SP SUPERA MIL ÔNIBUS ELÉTRICOS E APOSTA EM ‘SUPERBATERIA’ PARA RESOLVER DESAFIO DE RECARGA

De acordo com O Estado de S. Paulo, a capital paulista ultrapassou a marca de mil ônibus elétricos em operação e aposta em novas tecnologias de “superbaterias” para ampliar a autonomia e reduzir o tempo de recarga da frota. O objetivo é acelerar a transição para o transporte público de emissão zero, melhorando a qualidade do ar e reduzindo a pegada de carbono da cidade. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O custo ainda é o principal desafio, exigindo forte apoio do poder público. A infraestrutura de recarga começa a ser mitigada por bancos de baterias (BESS), mas o modelo ainda busca viabilidade econômica. Apesar disso, o segmento de ônibus elétricos é um dos que mais crescem globalmente. É importante observar se alternativas como biometano e etanol podem avançar como rotas mais acessíveis para a mobilidade limpa. 🎥 Vídeo no Canal


CARGILL AMPLIA FROTA PARA REFORÇAR OPERAÇÃO
EM HIDROVIAS DO ARCO NORTE

Segundo o Globo Rural, a Cargill está ampliando sua frota de embarcações para fortalecer a logística de grãos nas hidrovias do Arco Norte. O investimento melhora o escoamento da produção do Centro-Oeste para os portos da região, reduzindo custos e emissões de carbono em comparação ao transporte rodoviário. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A iniciativa gera um dividendo duplo: mais eficiência econômica e menor pegada de carbono. Ao transferir parte do escoamento rodoviário para as hidrovias, a Cargill reduz custos logísticos e reforça sua competitividade ambiental, alinhando produtividade com descarbonização na cadeia agroexportadora.


A PARTIR DE 2026, VOLKSWAGEN TERÁ
HÍBRIDOS, INCLUSIVE ‘POPULARES’

O Valor Econômico divulgou que a Volkswagen do Brasil iniciará, em 2026, a produção de veículos híbridos-flex, incluindo modelos populares. A estratégia combina motores elétricos com a já consolidada tecnologia flex a etanol, oferecendo uma rota de transição mais acessível antes da eletrificação total. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A aposta em híbridos-flex é uma estratégia pragmática que reconhece a barreira comportamental do consumidor — ainda muito atrelado à gasolina. O sucesso dependerá da comunicação de viabilidade econômica do etanol e da proporção de híbridos plenos em relação aos mild hybrids, cujo potencial de redução de emissões é mais limitado. 🎥 Vídeo no Canal


USINAS DE CANA EM SP PODERÃO USAR
RESÍDUOS URBANOS PARA GERAR ENERGIA

Conforme o Estadão Agro, uma nova regulamentação em São Paulo permitirá que usinas sucroalcooleiras utilizem resíduos sólidos urbanos (RSU) triados como biomassa para geração de energia elétrica. A medida cria uma alternativa sustentável para o lixo urbano e uma nova fonte de receita para o setor, aproveitando a infraestrutura de cogeração já existente. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Essa regulamentação transforma as usinas em gestoras de infraestrutura ambiental urbana, abrindo um novo mercado de valorização de resíduos. O modelo fortalece a economia circular e cria uma sinergia entre bioenergia e saneamento, gerando valor econômico a partir de passivos ambientais.


TRANSIÇÃO EMPACADA: ATÉ PESSOAS BEM
INFORMADAS SÓ USAM GASOLINA NO CARRO FLEX

Segundo a Agência AutoData, mesmo motoristas bem informados preferem abastecer com gasolina em vez de etanol, mesmo possuindo carros flex. Essa resistência cultural e econômica representa um obstáculo importante à transição energética no transporte leve no Brasil. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA
O caso expõe a lacuna entre tecnologia disponível e adoção efetiva. A transição depende tanto de incentivos econômicos quanto de mudanças comportamentais. Montadoras também têm responsabilidade ao orientar o uso preferencial de etanol nos manuais — algo ainda raro —, o que reforça a necessidade de educação energética para o consumidor.
🎥 Vídeo no Canal


MAGNATA DO ESPORTE DESTRAVA RESERVA
DE GÁS NATURAL DE US$ 100 BILHÕES

O InvestNews (via The Wall Street Journal) destacou o caso de um investidor que está destravando uma reserva de gás natural avaliada em US$ 100 bilhões nos Estados Unidos — evidenciando a persistência dos investimentos em combustíveis fósseis, mesmo sob forte pressão global pela transição energética. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O caso ilustra a resiliência da economia do carbono. Embora o gás natural ainda seja fóssil, ele representa uma alternativa menos intensiva em emissões do que carvão e diesel, servindo como vetor de transição. A disputa entre capitais fósseis e verdes continua a definir o ritmo e a direção da descarbonização global.

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ITÁLIA TENTA AJUDAR BRASIL A EMPLACAR
BIOCOMBUSTÍVEL NA EUROPA

Segundo a Folha de S.Paulo, a Itália tem atuado diplomaticamente para apoiar o reconhecimento dos biocombustíveis brasileiros — especialmente o etanol — dentro das rígidas normas de sustentabilidade da União Europeia. A medida busca garantir à Europa uma fonte confiável de combustíveis renováveis e abrir um mercado estratégico para o produto brasileiro. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O apoio italiano é um movimento geopolítico crucial que reforça o papel do etanol como solução de transição de baixo carbono. A Itália, com alta capacidade de processar HVO (óleo vegetal hidrotratado) e integrar cadeias de suprimento da África do Norte, posiciona-se como ponte estratégica entre a produção tropical e a demanda europeia por combustíveis sustentáveis. 🎥 Vídeo no Canal


EXXONMOBIL ALERTA QUE LEI DE SUSTENTABILIDADE
DA UE PODE LEVAR AO FIM DAS OPERAÇÕES NA EUROPA

A Reuters publicou que o CEO da ExxonMobil alertou para os riscos da nova Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) da União Europeia. Segundo ele, a norma — que exige auditorias rigorosas em cadeias de valor para identificar violações socioambientais — pode impor custos e riscos legais tão elevados que tornariam insustentável a permanência da empresa no continente. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Este é um teste decisivo para o “Efeito Bruxelas” — o poder da UE de definir padrões globais via regulação. Se a Exxon recuar, reforçará a força normativa europeia e a necessidade de governança ESG robusta nas multinacionais. Caso contrário, um eventual recuo da União Europeia sinalizaria fragilidade política diante da pressão corporativa, afetando a credibilidade de sua agenda verde e o equilíbrio global entre competitividade e sustentabilidade.

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POR QUE BILL GATES ESTÁ REDONDAMENTE ENGANADO NA QUESTÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA

Segundo a Fast Company Brasil, o artigo critica a abordagem de Bill Gates para enfrentar a crise climática, argumentando que sua visão — centrada em soluções tecnológicas e de mercado — ignora a urgência de mudanças estruturais profundas e de justiça climática. O texto defende que a transição deve incluir políticas públicas e eliminação acelerada dos combustíveis fósseis, e não apenas depender da inovação. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O debate entre pragmatismo tecnológico e urgência social continua polarizado. Gates tem razão ao defender o investimento em P&D e inovação de longo prazo, mas isso não pode retardar ações imediatas com tecnologias já disponíveis. A descarbonização eficaz requer equilíbrio entre avanço tecnológico e políticas públicas que minimizem impactos sociais e mantenham a competitividade industrial. 🎥 Vídeo no Canal


MICHAEL BLOOMBERG ANUNCIA US$ 100 MILHÕES
PARA UMA NOVA INICIATIVA GLOBAL DE REDUÇÃO DE METANO

De acordo com a Folha de S.Paulo, Michael Bloomberg anunciou um aporte de US$ 100 milhões para uma iniciativa que apoiará nove países, incluindo o Brasil, na monitorização e redução das emissões de metano. O programa fornecerá suporte técnico, dados e articulação política para combater emissões nos setores de energia, resíduos e agricultura. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O fomento de Bloomberg complementa iniciativas como o MethaneSAT, formando um ecossistema integrado de monitoramento e mitigação. Enquanto o satélite fornece os dados (“o quê”), o programa oferece suporte técnico e político (“como fazer”), criando um ciclo virtuoso de transparência e ação. É um exemplo de filantropia estratégica que transforma um problema invisível em oportunidade de mitigação mensurável e financiável.


HUBS FOMENTAM CRIAÇÃO DE TECNOLOGIAS
VERDES E SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS PARA AS CIDADES

Segundo O Estado de S. Paulo, São Paulo se consolida como polo de inovação verde, com o crescimento de hubs dedicados a greentechs e soluções sustentáveis. Esses ecossistemas conectam startups, empresas, universidades e investidores para acelerar o desenvolvimento de negócios em mobilidade limpa, energia renovável e gestão de resíduos urbanos. 🔗 Leia na íntegra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Os hubs de inovação são a nova infraestrutura estratégica da economia verde. Eles reduzem riscos de desenvolvimento tecnológico e aproximam inovação de capital e mercado. Fortalecer esses ecossistemas é essencial para que o Brasil amplie sua capacidade de gerar competitividade, empregos e exportações verdes, consolidando a descarbonização como motor de crescimento econômico. 🎥 Vídeo no Canal

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. 

Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. 

Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

André Ferrarese

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

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