
Edição 031 - Descarbonização só escala quando é competitiva — os sinais da semana
O que você verá nesta edição:
Baterias de estado sólido enfrentam limites técnicos inesperados
BESS se consolida como tecnologia-chave das redes elétricas
Etanol avança em motores pesados e no transporte marítimo
PPAs e usinas híbridas aceleram investimentos em energia limpa
Europa reabre debate sobre neutralidade tecnológica
Brasil avança na defesa do carbono tropical
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ELETRÓLITOS SÓLIDOS TAMBÉM SÃO AFETADOS POR DENDRITOS
A Springer Professional noticiou recentemente que pesquisas indicam que mesmo baterias de estado sólido — vistas como a próxima fronteira para veículos elétricos por prometerem maior segurança e densidade energética — também podem sofrer com a formação de dendritos. Esses filamentos metálicos podem gerar curtos-circuitos e falhas, mostrando que ainda há desafios técnicos importantes antes da comercialização em massa. 🔗Leia a matéria completa em Springer Professional
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Essa evidência modera o otimismo sobre cronogramas agressivos de viabilidade comercial do estado sólido. Além de desafios de manufatura (custos e escala), a durabilidade ganha peso como variável crítica de competitividade. No médio prazo, isso reforça a vantagem das baterias de íons de lítio, que seguem evoluindo com curva de aprendizagem e cadeia suprida, enquanto o estado sólido ainda precisa “provar” robustez em uso real. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram
COMO A ENGENHARIA ESTÁ AJUDANDO A SALVAR O PLANETA
A Folha de S.Paulo publicou que a engenharia é decisiva para transformar conhecimento científico em soluções práticas e escaláveis para a crise climática, passando por frentes como energias renováveis, captura de carbono e desenvolvimento de materiais sustentáveis. 🔗Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O déficit de engenheiros no Brasil é um gargalo estrutural: a engenharia é o “último quilômetro” que define se a descarbonização vira capex produtivo, escala e competitividade — ou apenas intenção. Sem fortalecer formação técnica e capacidade industrial, o país tende a depender de soluções importadas e menos adaptadas ao seu potencial energético e produtivo.
TECNOLOGIA PERMITE CONVERTER QUALQUER MOTOR A DIESEL PARA FUNCIONAR COM ETANOL
A Quatro Rodas noticiou recentemente que uma tecnologia permite converter motores originalmente a diesel para operar com etanol, por meio de alterações em componentes e calibração eletrônica, buscando reduzir emissões em aplicações de frotas pesadas. 🔗Leia a matéria completa em Quatro Rodas
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Em motores do porte citado, soluções dedicadas ao ciclo Otto com etanol podem manter potência e torque equivalentes. O alerta competitivo está em promessas de ganho de potência: dependendo da estratégia (taxa de compressão, controle de detonação etc.), pode haver trade-off com durabilidade, que é variável decisiva em veículos e máquinas de alta utilização. Se a tecnologia provar robustez em operação, o potencial para o Brasil é enorme — especialmente pela infraestrutura do etanol e pela possibilidade de retrofit.
ANTES UMA APOSTA, BATERIAS PARA REDES
ELÉTRICAS ESTÃO EM TODA PARTE
Segundo a Folha de S.Paulo, o armazenamento em baterias (BESS) deixou de ser nicho e passou a ser peça central para estabilidade e confiabilidade de redes com alta participação de solar e eólica, impulsionado pela queda de custos e necessidade de flexibilidade do sistema. 🔗Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O BESS virou tecnologia habilitadora (“pedra angular”) da transição: melhora o aproveitamento de renováveis e reduz risco sistêmico. O ponto decisivo agora é modelo de investimento e captura de valor (quem paga e quem se beneficia) e como isso se traduz em escala com racional econômico — sem criar distorções que travem competitividade. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram

RIO ENERGY, DA EQUINOR, INICIA OPERAÇÃO COMERCIAL DE SUA PRIMEIRA USINA HÍBRIDA NO BRASIL
O Valor Econômico noticiou recentemente que a Rio Energy, controlada pela Equinor, iniciou a operação comercial do complexo Serra da Babilônia, na Bahia. O projeto combina geração eólica e solar em um mesmo local, otimizando o uso da infraestrutura de transmissão e aproveitando a complementaridade entre as fontes para elevar o fator de capacidade do ativo. 🔗Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Usinas híbridas representam a próxima etapa de eficiência econômica das energias renováveis no Brasil. A competitividade vem da otimização do CAPEX, com infraestrutura compartilhada, e da maior previsibilidade da geração, que reduz riscos e melhora o retorno financeiro, acelerando a escalabilidade dos projetos.
MOTIVA FAZ ACORDO DE FORNECIMENTO
DE ENERGIA SOLAR COM EMPRESA DO GRUPO SHELL
O InvestNews publicou que a Motiva, rede de postos de combustíveis, firmou um contrato de fornecimento de energia solar (PPA) com a Shell Energy. A iniciativa demonstra como empresas de setores tradicionalmente ligados aos combustíveis fósseis estão usando mecanismos de mercado para reduzir emissões e custos operacionais. 🔗Leia a matéria completa em InvestNews
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
PPAs corporativos são instrumentos altamente escaláveis de descarbonização “asset-light”. Sua força competitiva está na previsibilidade de custos energéticos e na ausência de investimento direto em geração, além de criarem sinais claros de demanda que viabilizam novos projetos renováveis.
MAERSK VAI TESTAR MISTURA DE 50% DE
ETANOL EM COMBUSTÍVEL MARÍTIMO
De acordo com o InfoMoney, a Maersk anunciou testes com uma mistura de 50% de etanol em combustíveis marítimos convencionais. O objetivo é avaliar desempenho técnico, segurança e viabilidade logística do biocombustível brasileiro em um dos setores mais difíceis de descarbonizar. 🔗Leia a matéria completa em InfoMoney
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O teste tem relevância estratégica elevada. Abre a possibilidade de um mercado global multibilionário para o etanol brasileiro, considerando o consumo anual da indústria naval. A possibilidade de retrofit em motores existentes é decisiva, dado o alto custo e a longa vida útil desses ativos.
COMIDA BARATA GERA NOVO CICLO
DE CONFINAMENTO EM MT
A Globo Rural noticiou que a queda nos preços dos grãos está incentivando um novo ciclo de confinamento de gado em Mato Grosso. O menor custo de alimentação estimula a intensificação produtiva, mas levanta questionamentos sobre impactos ambientais e emissões associadas. 🔗Leia a matéria completa em Globo Rural
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O confinamento apresenta um perfil de emissões ambíguo. Pode reduzir emissões por quilo de carne, mas aumenta a dependência de uma cadeia de grãos intensiva em carbono. A chave está no uso de biodigestores para tratar dejetos, produzindo biometano e fertilizantes orgânicos e garantindo ganhos reais de descarbonização.

RIO ENERGY, DA EQUINOR, INICIA OPERAÇÃO COMERCIAL DE SUA PRIMEIRA USINA HÍBRIDA NO BRASIL
O Valor Econômico noticiou recentemente que a Rio Energy, controlada pela Equinor, iniciou a operação comercial do complexo Serra da Babilônia, na Bahia. O projeto combina geração eólica e solar em um mesmo local, otimizando o uso da infraestrutura de transmissão e aproveitando a complementaridade entre as fontes para elevar o fator de capacidade do ativo. 🔗Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Usinas híbridas representam a próxima etapa de eficiência econômica das energias renováveis no Brasil. A competitividade vem da otimização do CAPEX, com infraestrutura compartilhada, e da maior previsibilidade da geração, que reduz riscos e melhora o retorno financeiro, acelerando a escalabilidade dos projetos.
MOTIVA FAZ ACORDO DE FORNECIMENTO
DE ENERGIA SOLAR COM EMPRESA DO GRUPO SHELL
O InvestNews publicou que a Motiva, rede de postos de combustíveis, firmou um contrato de fornecimento de energia solar (PPA) com a Shell Energy. A iniciativa demonstra como empresas de setores tradicionalmente ligados aos combustíveis fósseis estão usando mecanismos de mercado para reduzir emissões e custos operacionais. 🔗Leia a matéria completa em InvestNews
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
PPAs corporativos são instrumentos altamente escaláveis de descarbonização “asset-light”. Sua força competitiva está na previsibilidade de custos energéticos e na ausência de investimento direto em geração, além de criarem sinais claros de demanda que viabilizam novos projetos renováveis.
MAERSK VAI TESTAR MISTURA DE 50% DE
ETANOL EM COMBUSTÍVEL MARÍTIMO
De acordo com o InfoMoney, a Maersk anunciou testes com uma mistura de 50% de etanol em combustíveis marítimos convencionais. O objetivo é avaliar desempenho técnico, segurança e viabilidade logística do biocombustível brasileiro em um dos setores mais difíceis de descarbonizar. 🔗Leia a matéria completa em InfoMoney
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O teste tem relevância estratégica elevada. Abre a possibilidade de um mercado global multibilionário para o etanol brasileiro, considerando o consumo anual da indústria naval. A possibilidade de retrofit em motores existentes é decisiva, dado o alto custo e a longa vida útil desses ativos.
COMIDA BARATA GERA NOVO CICLO DE CONFINAMENTO EM MT
A Globo Rural noticiou que a queda nos preços dos grãos está incentivando um novo ciclo de confinamento de gado em Mato Grosso. O menor custo de alimentação estimula a intensificação produtiva, mas levanta questionamentos sobre impactos ambientais e emissões associadas. 🔗Leia a matéria completa em Globo Rural
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O confinamento apresenta um perfil de emissões ambíguo. Pode reduzir emissões por quilo de carne, mas aumenta a dependência de uma cadeia de grãos intensiva em carbono. A chave está no uso de biodigestores para tratar dejetos, produzindo biometano e fertilizantes orgânicos e garantindo ganhos reais de descarbonização.

BNDES APROVA R$ 3,8 BILHÕES PARA FS
CAPTURAR E ESTOCAR CARBONO NO SOLO
A Globo Rural noticiou recentemente que o BNDES aprovou um financiamento de R$ 3,8 bilhões para a FS Bioenergia, produtora de etanol de milho, destinado a um projeto pioneiro de captura e estocagem de carbono (CCS). O CO₂ gerado no processo de fermentação será capturado e injetado em formações geológicas profundas, permitindo a produção de etanol com pegada de carbono negativa. 🔗Leia a matéria completa em Globo Rural
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
Este financiamento representa um marco para a tecnologia de CCS na América Latina. O fomento público foi essencial para mitigar riscos de um projeto intensivo em capital, viabilizando um modelo de negócio em que a captura de carbono está associada a um produto de alto valor agregado: o etanol de carbono negativo. A iniciativa posiciona o Brasil na vanguarda da bioenergia com captura de carbono (BECCS), com alto potencial de competitividade em mercados globais.
GOVERNO ESTUDA CRÉDITO PARA MOTOS ELÉTRICAS
O Valor Econômico publicou que o governo brasileiro avalia a criação de linhas de crédito específicas para incentivar a compra de motocicletas elétricas. A proposta busca reduzir a barreira do custo inicial mais elevado desses veículos e acelerar a eletrificação de um segmento relevante da frota urbana. 🔗Leia a matéria completa em Valor Econômico
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O fomento direcionado à eletrificação de motocicletas pode gerar retornos sociais desproporcionais, como melhoria da qualidade do ar urbano e redução de ruído. No entanto, os incentivos precisam ser calibrados para acelerar a adoção inicial sem criar dependência permanente de subsídios ou distorções de mercado, garantindo que o ganho de escala rapidamente torne a tecnologia economicamente viável.
BRASIL INVESTE R$ 210 MILHÕES EM PROJETOS DE DESCARBONIZAÇÃO E DIGITALIZAÇÃO DA CADEIA AUTOMOTIVA
O Brasil 61 divulgou que o governo federal investe R$ 210 milhões em projetos voltados à descarbonização e à digitalização da cadeia automotiva. A iniciativa busca preparar fornecedores nacionais para as novas demandas de veículos híbridos, elétricos e conectados, fortalecendo a competitividade da indústria local. 🔗Leia a matéria completa em Brasil 61
🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.
O fomento focado na base da pirâmide industrial é estratégico para evitar a perda de competitividade e a desindustrialização do setor automotivo. Ao capacitar a cadeia de autopeças para a nova mobilidade, o investimento fortalece a soberania tecnológica, preserva empregos qualificados e cria condições para que a indústria brasileira participe ativamente da transição global para uma economia de baixo carbono


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