Complexo industrial com chaminés emitindo vapor, simbolizando os desafios da descarbonização industrial, a transição energética e a necessidade de tecnologias e regulação para reduzir emissões no Brasil.

Edição 028 - Do SAF ao biometano, entenda como tecnologia, regulação e financiamento estão redesenhando a competitividade climática do Brasil.

November 25, 202520 min read

O que você verá nesta edição:

  • Trator a metanol da New Holland: inovação que amplia a autonomia energética do campo e oferece alternativa renovável aos combustíveis fósseis.

  • Pecuária de baixo metano: pesquisas da Embrapa avançam em soluções para reduzir emissões sem afetar a produtividade.

  • Descarbonização do transporte rodoviário: especialistas apontam HVO e eletrificação como caminhos complementares para reduzir emissões no modal mais poluente do país.

  • Mineração verde: estudo indica que o setor pode cortar até 90% das emissões em 25 anos com eletrificação, hidrogênio e renováveis.

  • Segurança jurídica para o RenovaBio: decisão do STF fortalece mercado de CBIOs e estimula investimentos em biocombustíveis.

  • Financiamento climático em expansão: BNDES e filantropias anunciam bilhões para projetos sustentáveis e iniciativas comunitárias.

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PARA PRODUZIR COMBUSTÍVEL LIMPO DE AVIÃO, BRASIL
TERÁ DE APOSTAR EM ÓLEOS E ETANOL

A Folha de S.Paulo noticiou recentemente que um estudo aponta o potencial do Brasil para liderar a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), desde que o país concentre esforços em rotas tecnológicas baseadas em óleos vegetais e etanol. A análise destaca a necessidade de investimentos em pesquisa, infraestrutura e políticas de incentivo para escalar a produção e atender à crescente demanda global por descarbonização no setor aéreo, posicionando o país como um fornecedor estratégico. 🔗Leia mais em Folha de S.Paulo

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A aposta em SAF a partir de etanol e óleos alinha-se às competências do agronegócio brasileiro, alavancando cadeias produtivas já consolidadas para criar um produto de altíssimo valor agregado. A produção a partir de óleos é mais econômica. Por sua vez, a base principal do Brasil em soja precisa ser revista, pois essa não é a cultura de maior produção de óleo por hectare. Por isso iniciativas de macaúba estão sendo exploradas. A rota pelo etanol é interessante, mas ainda complexa em processamento para ganhar viabilidade econômica. Sem viabilidade econômica, é difícil imaginar a evolução significativa do uso de SAF no Brasil e no mundo.🔗Vídeo no Canal


O BRASIL LOTOU OS TELHADOS DE PAINÉIS SOLARES, E ISSO CRIOU UM PROBLEMA; VEJA COMO OUTROS PAÍSES RESOLVERAM

O InvestNews publicou que a rápida expansão da geração solar distribuída no Brasil, embora positiva para a matriz energética, gerou novos desafios para a estabilidade e a gestão da rede elétrica. O desequilíbrio entre a oferta de energia durante o dia e a demanda noturna sobrecarrega a infraestrutura e pressiona os modelos de tarifação. Outros países têm implementado soluções como sistemas de armazenamento de energia (baterias), redes inteligentes (smart grids) e incentivos para o consumo em horários de pico solar para mitigar esses problemas. 🔗 Confira em InvestNews

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A intermitência da geração solar não é um obstáculo, mas sim o principal vetor de um novo e bilionário mercado focado em estabilidade de rede. O desafio de infraestrutura é, na verdade, uma oportunidade de negócio para empresas de tecnologia de armazenamento, software de gestão de demanda e serviços de balanceamento de rede. O avanço regulatório e tecnológico nesta área é vital para que o sucesso da geração distribuída se traduza em segurança energética e não em instabilidade sistêmica. É preciso entender o quanto da solução de armazenamento será centralizada ou descentralizada.
🔗Vídeo no Canal


GWM TERÁ MOTOR HÍBRIDO FLEX NACIONAL COM
HOMOLOGAÇÃO EM JUNHO DE 2026

Segundo a Automotive Business, foi anunciado que a Great Wall Motors (GWM) prepara a homologação, até junho de 2026, de seu motor híbrido flex desenvolvido para o mercado brasileiro. A tecnologia combina a flexibilidade do etanol com a eficiência da eletrificação, oferecendo um veículo de baixas emissões adaptado à realidade e à infraestrutura de abastecimento do país. A iniciativa representa um passo importante da montadora para consolidar sua presença no Brasil com produtos alinhados à transição energética local. 🔗Veja em Automotive Business

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A tecnologia híbrida flex é a materialização da estratégia de coexistência de motorizações no Brasil, aproveitando a vasta infraestrutura de etanol como uma ponte de baixo carbono para a eletrificação. Seria a primeira versão plug-in, o que é interessante para entendimento de competitividade. Vale lembrar que, segundo estudo ANFAVEA e BCG, híbrido com etanol possui a menor pegada de carbono no ciclo completo mesmo comparado com elétrico com energia elétrica limpa.


MOTOR A COMBUSTÃO AINDA TEM VIDA LONGA,
SEM FIM VISÍVEL

A AutoData publicou que especialistas do setor automotivo avaliam que, apesar do avanço dos veículos elétricos, o motor a combustão interna (ICE) continuará relevante por um longo período. A evolução para combustíveis sintéticos, biocombustíveis e tecnologias de hibridização deve tornar os motores a combustão mais limpos e eficientes. A infraestrutura global existente e os custos associados à eletrificação total indicam que a coexistência de diferentes motorizações será a realidade nas próximas décadas.🔗Veja mais em AutoData

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Esta perspectiva válida a estratégia brasileira de focar em biocombustíveis e híbridos, como o da GWM. Ignorar a otimização do ICE seria um erro, pois a inovação incremental, combinada com combustíveis de baixo carbono, oferece um caminho mais rápido e economicamente viável para a descarbonização em larga escala. E é importante corrigir um erro comum: os biocombustíveis misturados com os fósseis em blends são solução de transição, mas biocombustíveis em uso total são também solução para cenários net zero.Vídeo no Canal


MANEJO DE DEJETOS NA PECUÁRIA É ALTERNATIVA
CONTRA EMISSÃO DE METANO

De acordo com a Globo Rural, foi divulgado que a adoção de tecnologias para o manejo de dejetos animais, como biodigestores, surge como solução eficaz para reduzir as emissões de metano (CH₄) na pecuária. Além de mitigar um potente gás de efeito estufa, o processo permite a geração de biogás, que pode ser usado como fonte de energia na própria fazenda, e de biofertilizantes, que melhoram a qualidade do solo. Essa prática transforma um passivo ambiental em um ativo econômico e energético. 🔗Leia mais em Globo Rural

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Esta tecnologia representa um modelo de economia circular com triplo impacto: ambiental (redução de metano), econômico (autossuficiência energética e venda de biofertilizantes) e de produtividade (solo mais rico). Para o agronegócio, transforma um passivo regulatório e ambiental em um centro de receita diversificada. O potencial de escala em um rebanho como o brasileiro posiciona os biodigestores como uma das ferramentas mais estratégicas para a descarbonização do setor.Vídeo no Canal


CARINATA JÁ PODE VIRAR COMBUSTÍVEL DE AVIAÇÃO

A Globo Rural noticiou recentemente que a carinata, uma planta da família da canola, foi aprovada para uso na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Seu cultivo, ideal para rotação de culturas em safrinhas, não compete com a produção de alimentos e ajuda a recuperar o solo. A viabilidade técnica e agronômica da carinata a posiciona como uma promissora matéria-prima para a descarbonização do setor aéreo, com potencial para expandir a oferta de biocombustíveis avançados no Brasil. 🔗Veja a notícia em Globo Rural

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A carinata mitiga um dos maiores riscos estratégicos do SAF: a competição com a cadeia alimentar (food vs. fuel). Ao se posicionar como cultura de inverno, ela otimiza o uso da terra e diversifica o portfólio de matérias-primas, reduzindo a dependência de commodities como a soja. Isso fortalece a resiliência da cadeia de bioenergia do Brasil e aumenta sua atratividade para companhias aéreas e investidores que buscam soluções de descarbonização com alta integridade socioambiental.


BYD TRAZ CARREGADOR MAIS RÁPIDO DO MUNDO

O Valor Econômico publicou que a BYD está introduzindo no mercado um novo carregador para veículos elétricos que promete ser o mais rápido disponível, reduzindo drasticamente o tempo de recarga. A inovação visa solucionar um dos principais gargalos para a adoção em massa de veículos elétricos: a ansiedade de autonomia e a demora no reabastecimento. A empresa busca, com isso, fortalecer seu ecossistema de eletrificação e acelerar a transição para a mobilidade elétrica.🔗Veja a notícia em Valor Econômico

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A tecnologia da BYD representa um avanço crítico, mas seu impacto inicial será assimétrico. Para o consumidor comum, reduz a ansiedade de autonomia; para operadores de frotas comerciais, logística e transporte por aplicativo, o impacto econômico é direto, transformando o tempo de recarga de um passivo operacional em um ativo de alta rotatividade. Isso pode redefinir o TCO (Custo Total de Propriedade) e acelerar a eletrificação nos segmentos onde o tempo de atividade é monetizado. É preciso entender como a infraestrutura conseguirá acompanhar essa demanda de instalação e como os veículos vão responder em durabilidade com ciclos de carregamento tão intensos.


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ELECTRIC VEHICLE SALES ARE BOOMING IN
SOUTH AMERICA, WITHOUT TESLA

A Reuters destacou que as vendas de veículos elétricos estão crescendo rapidamente na América do Sul, com fabricantes tradicionais e novas marcas chinesas, como BYD e GWM, liderando o mercado. A ausência da Tesla na região abriu espaço para que outras montadoras conquistassem os consumidores com modelos mais acessíveis e adaptados às condições locais. Esse crescimento é impulsionado por maior conscientização ambiental, incentivos governamentais e oferta crescente de produtos. 🔗Leia mais em Reuters

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Este cenário revela que o mercado de veículos elétricos sul-americano não será vencido por prestígio global, mas por adequação regional. A maior parte das vendas é em híbridos, e os elétricos são de preço mais econômico. Vamos acompanhar como soluções mais regionais, como motores flex, podem continuar impulsionando esse crescimento.


MARFRIG ANUNCIA META PARA REDUZIR
METANO EM 33% ATÉ 2035

A Globo Rural noticiou que a Marfrig, uma das líderes globais no setor de proteína bovina, estabeleceu a meta de reduzir suas emissões de metano em 33% até 2035. A iniciativa está alinhada ao Compromisso Global do Metano e envolve investimentos em tecnologias e práticas de manejo mais sustentáveis na pecuária. O anúncio sinaliza um movimento estratégico da empresa para responder às pressões de investidores e consumidores por uma produção de alimentos com menor impacto climático.🔗Veja a matéria completa em Globo Rural

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A meta da Marfrig é uma manobra estratégica para transformar um risco regulatório e de reputação em um diferencial de mercado. Ao se antecipar, a empresa busca garantir acesso a mercados premium, como o europeu, que são cada vez mais restritivos. O sucesso dependerá da capacidade de escalar soluções em sua complexa cadeia de fornecedores, mas o movimento sinaliza que a descarbonização da pecuária está se tornando um pré-requisito competitivo, não apenas uma questão de imagem.Vídeo no Canal


PEPSICO USA BATATA “REGENERATIVA” E AGORA
VAI PARTIR PARA O MILHO

O Valor Econômico publicou que a PepsiCo está expandindo suas práticas de agricultura regenerativa, focadas na saúde do solo e na biodiversidade, para a sua cadeia de suprimentos de milho, após obter sucesso com a batata. A iniciativa visa reduzir a pegada de carbono de seus produtos, aumentar a resiliência das culturas a eventos climáticos e melhorar a sustentabilidade de suas operações. A empresa trabalha em parceria com agricultores para implementar técnicas como plantio direto e rotação de culturas. 🔗Leia mais em Valor Econômico

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A estratégia da PepsiCo integra a descarbonização (mitigação de Escopo 3) com a gestão de risco (adaptação). Ao investir na saúde do solo, a empresa não apenas reduz sua pegada de carbono, mas também aumenta a resiliência de sua cadeia de suprimentos contra secas e chuvas extremas.


EMPRESA INVESTE R$ 1,5 BILHÃO EM NOVO DATA CENTER NA PRAIA DO FUTURO, EM FORTALEZA (CE)

O Diário do Nordeste noticiou que uma empresa investirá R$ 1,5 bilhão para construir um novo data center na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), um hub estratégico de cabos submarinos de fibra óptica. O projeto visa atender à crescente demanda por armazenamento e processamento de dados na região, reforçando a posição do Ceará como um ponto nevrálgico para a infraestrutura digital do Atlântico.🔗Leia mais em Diário do Nordeste

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Este investimento massivo evidencia a crescente pegada de carbono da digitalização. A sustentabilidade de data centers é um fator competitivo cada vez mais crítico, pressionado por clientes corporativos com metas de Escopo 2. A estratégia de fornecimento de energia — se baseada em contratos de longo prazo (PPAs) com fontes renováveis ou na rede convencional — definirá não apenas o impacto ambiental do projeto, mas também sua atratividade comercial no mercado global.


COMO A AJINOMOTO DESENHA UM CENÁRIO MENOS POLUÍDO

O Valor Econômico publicou que a Ajinomoto está implementando uma série de iniciativas para reduzir seu impacto ambiental, com foco em economia circular e redução de emissões em seus processos produtivos. A empresa investe no reaproveitamento de subprodutos de sua produção de aminoácidos para criar fertilizantes, diminuindo o desperdício e gerando novas receitas. A estratégia busca alinhar eficiência operacional com metas de sustentabilidade.🔗Veja a matéria completa no Valor Econômico

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O modelo da Ajinomoto é um exemplo de como a descarbonização industrial pode ser um centro de lucro, não um custo. Ao transformar subprodutos em fertilizantes, a empresa pratica o “upcycling”, criando uma nova linha de receita a partir do que antes era um resíduo. Esta abordagem de simbiose industrial é altamente replicável e demonstra que a otimização de recursos e a economia circular são estratégias poderosas para aumentar a margem operacional e a competitividade.


SISTEMA DO EINSTEIN USA DADOS DO CLIMA
PARA PREVER DEMANDA

O Valor Econômico destacou que o Hospital Israelita Albert Einstein desenvolveu um sistema que utiliza inteligência artificial e dados climáticos para prever a demanda por atendimento médico. A ferramenta analisa variáveis como temperatura, umidade e poluição para antecipar picos de doenças respiratórias e outras condições sazonais, permitindo otimizar a alocação de recursos — como equipes e leitos — e melhorar a eficiência do hospital.🔗Veja a matéria completa no Valor Econômico

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A iniciativa do Einstein demonstra a vanguarda da gestão de risco climático, movendo a análise do campo teórico para a otimização operacional diária. A capacidade de usar dados climáticos para prever demanda e alocar recursos de forma proativa é uma vantagem competitiva que tende a ser replicada em todos os setores: da logística (previsão de rotas) ao varejo (gestão de estoques sazonais). É a adaptação climática transformada em inteligência de negócio.


SETE DE DEZ TRANSPORTADORAS JÁ TIVERAM PERDAS POR EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS

A AutoData publicou pesquisa segundo a qual 70% das empresas de transporte no Brasil já registraram perdas operacionais e financeiras devido a eventos climáticos extremos, como enchentes e deslizamentos. Os dados expõem a vulnerabilidade da infraestrutura logística do país e a crescente necessidade de as empresas investirem em estratégias de adaptação e resiliência. Os impactos incluem atrasos na entrega, danos à frota e interrupção de rotas.🔗Veja a matéria em AutoData

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Este dado alarmante materializa o risco climático, transformando-o de um conceito de longo prazo em um custo operacional presente e recorrente. Para o setor de transportes e para seus clientes, a resiliência da cadeia de suprimentos deixa de ser um diferencial para se tornar um requisito básico. Isso cria forte demanda por soluções de roteirização inteligente, seguros paramétricos e investimentos em infraestruturas mais robustas, mostrando que o custo da inação já está na fatura.

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GOVERNO PROGRAMA LEILÕES DE OITO FERROVIAS
ATÉ 2027, COM R$ 139,7 BILHÕES

A Folha de S.Paulo noticiou que o governo federal pretende realizar leilões de oito ferrovias até 2027, totalizando R$ 139,7 bilhões em investimentos. O objetivo é expandir e modernizar a malha ferroviária do país, melhorando a eficiência logística e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. A iniciativa é vista como estratégica para diminuir custos de frete e as emissões de gases de efeito estufa do setor de transportes.🔗Veja a notícia em Folha de S.Paulo

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

A expansão da malha ferroviária é, na prática, uma política industrial para a descarbonização. Ao viabilizar o modal de transporte de menor intensidade de carbono, o governo ataca um dos principais focos de emissão do país. Para setores como o agronegócio e a mineração, isso não só reduz os custos logísticos, mas também contribui diretamente para a redução de suas emissões de Escopo 3, aumentando a competitividade de seus produtos em mercados internacionais exigentes.


GOVERNO ANUNCIA EMPRESA PARA COIBIR
“GREENWASHING” NA RECICLAGEM DO BRASIL

Segundo a Folha de S.Paulo, foi anunciado que o governo criará uma entidade certificadora para aumentar a transparência e combater o “greenwashing” no setor de reciclagem. A organização será responsável por verificar e validar os dados de reciclagem reportados por empresas, garantindo a rastreabilidade e a veracidade das informações. A medida busca fortalecer a credibilidade do mercado de créditos de reciclagem e incentivar práticas mais robustas de economia circular.🔗Veja a notícia em Folha de S.Paulo

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Esta medida é a criação da infraestrutura de confiança essencial para a valoração de ativos ambientais. Mercados como o de créditos de reciclagem ou de carbono dependem inteiramente da credibilidade dos dados. Ao estabelecer um verificador independente, o governo protege o investimento de empresas sérias, aumenta a segurança jurídica e atrai capital. Isso ainda possibilita a criação de novas políticas com capacidade de financiamento via mercado de créditos de carbono. Vídeo no Canal


ÓRGÃO MIGRATÓRIO DA ONU SE PREPARA PARA DESLOCAMENTO DE PAÍSES INTEIROS DEVIDO À CRISE CLIMÁTICA

A Folha de S.Paulo publicou que a Organização Internacional para as Migrações (OIM), da ONU, está desenvolvendo planos de contingência para o cenário extremo de deslocamento populacional de nações insulares inteiras ameaçadas pela elevação do nível do mar. A agência alerta para a urgência de se preparar para os impactos sociais e humanitários da crise climática, que incluem a migração forçada de milhões de pessoas. A discussão envolve desde a realocação planejada até a preservação da soberania e da cultura desses povos.🔗Leia mais em Folha de S.Paulo

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Esta notícia eleva o risco climático da esfera corporativa para a geopolítica. O deslocamento em massa de populações é um fator de desestabilização regional com potencial para romper cadeias de suprimentos, gerar conflitos por recursos e criar instabilidade política. Para empresas com operações globais, a migração climática se torna um risco sistêmico que precisa ser incorporado ao planejamento estratégico, reforçando a urgência da mitigação para além das metas de emissões.


PAÍSES DA UE ADIAM EM 1 ANO LEI
ANTIDESMATAMENTO E FLEXIBILIZAM REGRAS

O G1 noticiou que a União Europeia decidiu adiar por um ano a implementação de sua nova lei antidesmatamento e flexibilizar algumas de suas regras. A legislação exige que empresas comprovem que produtos como soja, carne bovina e café importados pelo bloco não estão associados a desmatamento. O adiamento ocorre em meio a pressões de países produtores e de setores industriais europeus preocupados com a complexidade da implementação.🔗Leia mais em G1

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O adiamento é um alívio tático, mas não uma mudança estratégica. A direção regulatória da UE é inequívoca: a comprovação de cadeias produtivas livres de desmatamento será uma licença para operar. Empresas e países exportadores, como o Brasil, devem tratar este ano extra não como uma pausa, mas como um prazo final para implementar sistemas de rastreabilidade robustos. Aqueles que o fizerem terão uma vantagem competitiva decisiva quando a lei entrar em vigor. Cada vez mais, sistemas de rastreamento se tornam mandatórios e não mais diferencial.


EMBRAPA TERRITORIAL APRESENTA ATRIBUIÇÃO,
OCUPAÇÃO E USO DAS TERRAS NO BRASIL NA COP30

A Embrapa divulgou que, durante a COP30, a Embrapa Territorial apresentará dados detalhados sobre a estrutura fundiária do Brasil, mostrando a distribuição de terras entre áreas de preservação, produção agropecuária e outras finalidades. O objetivo é fornecer informações científicas robustas para o debate sobre o uso sustentável da terra, combatendo a desinformação e demonstrando o potencial do país para conciliar produção de alimentos e conservação ambiental.🔗Confira a matéria aqui

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Esta é uma ação de “diplomacia de dados” que visa reposicionar o Brasil nas negociações climáticas globais. Ao apresentar dados críveis sobre o uso da terra, a Embrapa busca mudar a narrativa internacional sobre o agronegócio brasileiro, fundamentando o argumento de que o país pode ser uma solução climática. Os níveis de preservação de áreas nativas são 65% da área do país, e em áreas agrícolas privadas no Brasil são maiores do que metade da área total da Europa. Vídeo no Canal


INAÇÃO CLIMÁTICA FARIA BRASIL PERDER ATÉ
R$ 17,1 TRILHÕES NO PIB POTENCIAL AO LONGO DE 25 ANOS

O Valor Econômico apresentou estudo segundo o qual a inação climática pode levar o Brasil a perder até R$ 17,1 trilhões em PIB potencial ao longo de 25 anos. O cálculo considera os impactos de eventos climáticos extremos na agricultura, infraestrutura e produtividade. O documento funciona como alerta sobre os custos econômicos da inação e como argumento para acelerar investimentos na transição para uma economia de baixo carbono. 🔗Leia mais em Valor Econômico

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O estudo transforma a transição energética de uma pauta de custo ambiental em uma estratégia de segurança econômica de longo prazo. Esses números reforçam a importância não só de mitigação e redução das emissões, mas também de ações de maior resiliência. Com a alta dependência de soluções de biomassa, o Brasil precisa também ajudar outros países a acelerarem sua descarbonização, para não se tornar ainda mais vulnerável às mudanças climáticas.

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BNDES APROVA PRIMEIRO FINANCIAMENTO DO FUNDO CLIMA PARA CAMINHÕES A BIOMETANO

A Folha de S.Paulo noticiou que o BNDES aprovou a primeira operação de financiamento com recursos do Fundo Clima para a aquisição de caminhões movidos a biometano. A iniciativa visa estimular a substituição de veículos pesados a diesel por alternativas menos poluentes, aproveitando o potencial do biometano gerado a partir de resíduos do agronegócio. Esta linha de crédito representa um passo concreto para fomentar a descarbonização no setor de transporte de carga.🔗Leia mais em Folha de S.Paulo

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Este financiamento é um sinal claro de mercado. Com essa direção, o BNDES acelera a criação de um ecossistema para o biometano, estimulando simultaneamente a demanda por caminhões e a oferta do combustível. O potencial brasileiro de biometano pode representar, em energia, 70% do consumo de diesel no país. E muitas das fontes de biometano podem proporcionar descarbonização dupla, isto é, evitar emissão de metano na atmosfera e ainda substituir um combustível fóssil no transporte. Vídeo no Canal


EUA LIBERAM US$ 1,2 BILHÃO EM FINANCIAMENTO
PARA REATIVAR USINA NUCLEAR DESATIVADA

O InvestNews publicou que os Estados Unidos liberaram US$ 1,2 bilhão em financiamento para reativar uma usina nuclear desativada. A medida faz parte da estratégia do país para garantir uma fonte de energia firme, livre de carbono e confiável, complementando a geração intermitente de fontes renováveis como solar e eólica. A ação sinaliza uma reavaliação do papel da energia nuclear na transição energética global.🔗 Leia mais em InvestNews

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

O fomento à energia nuclear nos EUA sinaliza um pivô estratégico global em direção ao pragmatismo energético. Reconhece-se que a confiabilidade da rede (energia de base) é um pilar não negociável da transição. Este movimento legitima a energia nuclear como solução climática e pode influenciar decisões de longo prazo de outros países, incluindo o Brasil, ao ponderar a necessidade de fontes firmes para balancear a crescente penetração de renováveis intermitentes.


MINISTÉRIO ASSINA ACORDO COM AGÊNCIA
DO JAPÃO PARA RECUPERAR PASTAGENS

A Globo Rural noticiou que o Ministério da Agricultura do Brasil firmou um acordo de cooperação técnica com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) para a recuperação de pastagens degradadas. O projeto visa implementar práticas de manejo sustentável que aumentem a produtividade da pecuária e promovam o sequestro de carbono no solo. A parceria envolve transferência de tecnologia, capacitação e investimentos para a adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). 🔗Leia mais em Globo Rural

🔍ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA

Este acordo é um exemplo de “financiamento para soluções baseadas na natureza” (Nature-based Solutions). Para o Brasil, representa a monetização de um de seus maiores ativos na luta climática: o potencial de sequestro de carbono no solo. A parceria com o Japão não só traz capital e tecnologia, mas também confere validação internacional às práticas da agricultura de baixo carbono do país, abrindo portas para futuros acordos bilaterais e acesso a mercados de carbono mais exigentes.

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. 

Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. 

Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

André Ferrarese

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

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