Paisagem ampla de uma economia em transição, com cidade moderna ao fundo, infraestrutura energética, linhas de transmissão, indústria e áreas agrícolas coexistindo, simbolizando a complexidade da descarbonização competitiva.

Edição 032 - O que muda para empresas, governos e investidores em 2026?

January 06, 202611 min read

O que você verá nesta edição:

  • Por que a fase “fácil” da descarbonização acabou — e quem ainda não percebeu

  • Como bioinsumos e inovação no agro viraram arma estratégica, não discurso ESG

  • O excesso de energia solar, a conta da intermitência e o retorno das termelétricas

  • Fertilizantes, geopolítica e dependência externa como risco real para o Brasil

  • Indústria, mobilidade e eventos provando que sustentabilidade já virou mercado

  • Regulação, créditos ambientais e políticas públicas definindo vencedores e perdedores

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INOVAÇÃO NO CAMPO: PROJETO VAI DESENVOLVER BIOINSUMO AGRÍCOLA MULTIFUNCIONAL PARA DIFERENTES CULTURAS

A Compre Rural noticiou recentemente o lançamento de uma nova iniciativa de pesquisa e desenvolvimento voltada à criação de um bioinsumo agrícola multifuncional. A tecnologia pretende atuar simultaneamente no controle de pragas, na nutrição do solo e no fortalecimento da resiliência das plantas, atendendo diferentes culturas agrícolas. O objetivo central é reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e defensivos químicos, impulsionando a produtividade com menor impacto ambiental e alinhando o agronegócio brasileiro a práticas regenerativas e de baixo carbono. 🔗 Leia a matéria completa em Compre Rural

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

O avanço de bioinsumos multifuncionais é estratégico para a competitividade do agro, pois reduz dependência externa, mitiga riscos geopolíticos e melhora o desempenho ambiental em escala. Se bem mensurados, esses ganhos podem gerar vantagens comerciais e até monetização indireta, via redução de nitrogenados e aumento da matéria orgânica do solo. O potencial é ampliado quando combinado a fertilizantes orgânicos e organominerais, ainda pouco explorados no país. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram: clique aqui


EXCESSO DE ENERGIA SOLAR NA ESPANHA INAUGURA
TEMPORADA DE DESCONTOS EM USINAS

A Folha de S.Paulo publicou que o rápido crescimento da geração solar na Espanha levou a um cenário de excesso de oferta de energia, especialmente nos períodos de maior insolação. Como resultado, os preços de eletricidade chegaram a níveis próximos de zero ou até negativos, pressionando a rentabilidade das usinas solares. O movimento abriu espaço para uma onda de consolidação, com grandes grupos adquirindo ativos a preços descontados, apostando na valorização futura com armazenamento e eletrificação. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

O caso espanhol antecipa um desafio estrutural da transição energética: geração limpa sem flexibilidade gera distorções de mercado. A intermitência das renováveis valoriza tecnologias como baterias, hidrogênio verde e smart grids. Empresas capazes de oferecer flexibilidade, armazenamento e gestão da demanda estarão melhor posicionadas para capturar valor em sistemas energéticos cada vez mais complexos e descentralizados.


TERMELÉTRICAS SUSTENTAM SIN E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Segundo o Canal Solar, apesar da expansão das fontes renováveis, as usinas termelétricas seguem desempenhando papel crítico na segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). Sua capacidade despachável garante o fornecimento de energia em períodos de pico de demanda ou baixa geração solar e eólica. No curto e médio prazo, as termelétricas a gás natural continuam sendo tratadas como combustível de transição. 🔗 Leia a matéria completa em Canal Solar

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A dependência das termelétricas expõe o principal dilema da transição: descarbonizar sem comprometer a segurança energética. A rota mais eficiente passa por eliminar primeiro carvão e diesel, para então reduzir o uso do gás natural. Biomassa, armazenamento energético e soluções híbridas são essenciais para viabilizar essa transição com menor impacto econômico e ambiental. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram: clique aqui


A CORRIDA PELA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
ENTRA EM SUA FASE MAIS COMPLEXA EM 2026

A Exame publicou que a transição energética global está deixando para trás a fase de implantação de tecnologias já maduras, como solar e eólica. A próxima etapa será mais cara e complexa, exigindo soluções para setores de difícil abatimento, como indústria pesada, aviação e transporte marítimo. Gargalos em minerais críticos, infraestrutura e transmissão emergem como desafios centrais da próxima década. 🔗 Leia a matéria completa em Exame

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A vantagem competitiva migra da simples instalação de renováveis para o domínio de tecnologias de fronteira e cadeias de suprimento complexas. Hidrogênio verde, CCUS e combustíveis sintéticos ganham relevância, mas soluções mais maduras e econômicas — como biometano e biocombustíveis — seguem subexploradas globalmente. Estratégia e pragmatismo serão decisivos.


EXPORTAÇÃO E TECNOLOGIA IMPULSIONAM PRODUÇÃO
DE AMENDOIM NO PAÍS, APONTA EMBRAPA

De acordo com a Globo Rural, a produção brasileira de amendoim vem crescendo de forma consistente, impulsionada pela adoção de novas tecnologias agrícolas, manejo de precisão e mecanização avançada. O aumento da produtividade e da qualidade permitiu ao Brasil atender mercados internacionais mais exigentes, consolidando sua posição no comércio global. 🔗 Leia a matéria completa em Globo Rural

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A incorporação de práticas de baixo carbono, como a otimização da fixação biológica de nitrogênio e o uso eficiente de insumos, deixou de ser diferencial e passou a ser pré-requisito de acesso a mercado. A rastreabilidade da pegada de carbono tende a se tornar determinante para competitividade internacional do agro brasileiro.



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PRESSIONADA POR SUSTENTABILIDADE, INDÚSTRIA DO JEANS APOSTA EM INOVAÇÃO E CIRCULARIDADE

O Um Só Planeta publicou que a indústria do jeans, historicamente associada a alto consumo de água e produtos químicos, está passando por uma transformação acelerada impulsionada por pressão regulatória e mudança no comportamento do consumidor. Empresas do setor vêm investindo em tecnologias como tingimento a seco, uso de laser para acabamento e reciclagem de fibras, além de modelos de negócio baseados em circularidade, como reparo, revenda e upcycling. 🔗 Leia a matéria completa em Um Só Planeta

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A reinvenção da indústria do jeans mostra como a sustentabilidade deixou de ser apenas mitigação de risco e passou a ser motor de inovação e geração de valor. Empresas que lideram essa transformação constroem marcas mais resilientes, reduzem exposição regulatória e criam novas fontes de receita. A capacidade de escalar cadeias de valor circulares será um diferencial competitivo crescente em setores intensivos em recursos. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram: clique aqui


SÃO SILVESTRE TERÁ COMPENSAÇÃO DE CARBONO

O Estadão noticiou recentemente que a tradicional corrida de São Silvestre anunciou uma parceria para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento. A compensação ocorrerá por meio da compra de créditos de carbono oriundos da reciclagem e do tratamento adequado dos resíduos sólidos produzidos durante a prova, alinhando o evento a padrões globais de sustentabilidade. 🔗 Leia a matéria completa em Estadão

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A iniciativa da São Silvestre reforça que a agenda de descarbonização já ultrapassou a indústria e passou a influenciar eventos, entretenimento e experiências de marca. A compensação de emissões tende a se tornar um elemento reputacional relevante, especialmente para marcas expostas ao público final. No médio prazo, eventos sustentáveis deixam de ser exceção e passam a ser expectativa básica do consumidor.


UBER MOTO SOMA 30 MILHÕES DE USUÁRIOS EM CINCO ANOS NO BRASIL

A Folha de S.Paulo publicou que o Uber Moto atingiu a marca de 30 milhões de usuários no Brasil em apenas cinco anos de operação. O crescimento acelerado reflete a busca por soluções de mobilidade urbana mais ágeis e acessíveis, especialmente em grandes centros urbanos marcados por congestionamento e custos elevados de transporte. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A popularização do transporte por motocicleta revela uma oportunidade concreta de descarbonização rápida e de baixo custo. A eletrificação dessa frota pode gerar reduções significativas de emissões com investimento inferior ao necessário para eletrificar automóveis. Empresas e políticas públicas que acelerarem essa transição capturam ganhos ambientais, econômicos e sociais simultaneamente.

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DEZ ANOS APÓS O ACORDO DE PARIS,
2025 TERMINA SEM METAS CLIMÁTICAS DE 64 PAÍSES

A Folha de S.Paulo publicou que uma década após a assinatura do Acordo de Paris, 64 países ainda não apresentaram suas metas climáticas atualizadas (NDCs), cujo prazo expirou em 2025. A ausência de compromisso de parte relevante da comunidade internacional compromete o objetivo global de limitar o aquecimento a 1,5 °C e enfraquece a credibilidade do próprio acordo climático. 🔗 Leia a matéria completa em Folha de S.Paulo

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A não atualização das NDCs cria um ambiente de incerteza regulatória global, desestimulando investimentos de longo prazo em tecnologias limpas. Para empresas, isso se traduz em maior risco de planejamento e volatilidade de políticas públicas. Em vez do abandono das metas, cresce a necessidade de rotas mais pragmáticas e factíveis, especialmente em um cenário geopolítico cada vez mais fragmentado.


AQUECIMENTO GLOBAL PODE TIRAR ATÉ US$ 1,6 TRILHÃO
DO PIB DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE ATÉ 2050

O Terra noticiou que estudos indicam que o aquecimento global pode gerar perdas de até US$ 1,6 trilhão no PIB da América Latina e do Caribe até 2050, caso medidas efetivas de adaptação e mitigação não sejam implementadas. Setores como agricultura, turismo e infraestrutura estão entre os mais vulneráveis, com o Brasil exposto a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. 🔗 Leia a matéria completa em Terra

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Ao quantificar o risco climático em termos de PIB, o debate deixa de ser ambiental e passa a ser econômico e estratégico. Esses números reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à resiliência climática. Para empresas, ignorar riscos físicos e de transição significa expor operações, ativos e balanços a perdas financeiras relevantes no curto e médio prazo. 🎥 Assista este vídeo complementar no meu Instagram: clique aqui


MME DEFINE METAS DE DESCARBONIZAÇÃO DO RENOVABIO ATÉ 2035

A Eixos publicou que o Ministério de Minas e Energia definiu novas metas decenais de descarbonização para o programa RenovaBio, estabelecendo uma trajetória clara até 2035. As metas progressivas buscam dar previsibilidade regulatória ao setor de combustíveis, estimulando investimentos em biocombustíveis, eficiência energética e redução de emissões. 🔗 Leia a matéria completa em Eixos

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A definição de metas de longo prazo para o RenovaBio é um exemplo de política pública bem calibrada. Ao criar um sinal de preço previsível para o carbono evitado, via CBIOs, o programa reduz risco regulatório e destrava capital privado. Essa previsibilidade reforça a vantagem competitiva do Brasil na bioeconomia e consolida sua liderança global em biocombustíveis.


BAIXA COBERTURA DE SEGUROS DEIXA AGRONEGÓCIO
MAIS SUSCETÍVEL A DANOS POR CRISE CLIMÁTICA

O Estadão publicou que a baixa penetração de seguros rurais no Brasil deixa o agronegócio altamente vulnerável a eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. A matéria destaca a necessidade de políticas públicas e produtos financeiros mais adequados para ampliar a gestão de risco climático no campo. 🔗 Leia a matéria completa em Estadão

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A lacuna na cobertura de seguros rurais representa uma falha de mercado que demanda soluções de blended finance. Incentivos públicos, seguros paramétricos baseados em dados de satélite e prêmios diferenciados para produtores que adotam práticas resilientes podem transformar o seguro em uma ferramenta ativa de descarbonização, e não apenas de compensação de perdas.


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SINGAPURA DESTINA US$ 3,7 BILHÕES PARA IMPULSIONAR BIOECONOMIA E INOVAÇÃO ATÉ 2030

A World Bio Market Insights publicou que o governo de Singapura anunciou um investimento estratégico de US$ 3,7 bilhões para acelerar o desenvolvimento da bioeconomia até 2030. Os recursos serão direcionados a setores como alimentos sustentáveis, biomateriais e biotecnologia aplicada à saúde, com o objetivo de posicionar o país como um hub global de inovação. O investimento público deve atuar como catalisador para atrair capital privado e talentos internacionais. 🔗 Leia a matéria completa em World Bio Market Insights

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

A estratégia de Singapura é um benchmark global de política industrial verde. Ao direcionar recursos públicos de forma clara e coordenada, o país cria uma vantagem competitiva nacional em setores de alto valor agregado. O caso mostra que fomento bem estruturado não é custo fiscal, mas instrumento de atração de capital, inovação e liderança tecnológica na economia de baixo carbono.


CLIMATECH BRASILEIRA APOSTA
EM OUTRO TIPO DE CRÉDITO AMBIENTAL

O Pipeline Valor publicou que uma startup brasileira de climatech está desenvolvendo um novo mercado de créditos ambientais focados em biodiversidade. Utilizando sensoriamento remoto e inteligência artificial, a empresa busca mensurar e certificar ganhos reais na saúde dos ecossistemas, criando um mecanismo financeiro que remunera conservação e restauração ambiental — indo além da lógica tradicional dos créditos de carbono. 🔗 Leia a matéria completa em Pipeline Valor

🔍 ANÁLISE DESCARBONIZAÇÃO COMPETITIVA.

Os créditos de biodiversidade representam a próxima fronteira dos mercados ambientais. À medida que o mercado de carbono amadurece e enfrenta desafios de integridade, cresce a demanda por soluções ESG mais holísticas, que integrem clima, natureza e uso do solo. Empresas que se posicionarem cedo nesse mercado tendem a capturar prêmios reputacionais, regulatórios e financeiros no médio prazo.

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. 

Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. 

Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

André Ferrarese

Minha jornada de 25 anos em engenharia automotiva me levou a liderar a inovação e a descarbonização globalmente, de São Paulo à Alemanha. Como Mestre pela USP, tive a honra de conduzir iniciativas que não apenas transformaram negócios, mas também conquistaram prêmios internacionais por sua excelência em P&D. Conectando estratégias e tecnologias de ponta, ajudo a moldar o futuro da mobilidade e da eficiência energética.

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